quarta-feira, 13 de maio de 2009


ESCOLA SECUNDÁRIA GIL EANES
CURSO DE EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO DE ADULTOS
Unid. Comp. 4 N.G. Identidade e Alteridade D R 2
Maria Isabel Gonçalves, nº10 data 8-1-2009 CP Doc.nº2
COLECTIVOS PROFISSIONAIS e ORGANIZACIONAIS
Grupos são um conjunto de pessoas com objectivos comuns que desenvolvem várias interacções de acordo com normas próprias de funcionamento e procuram estabelecer relações de influência recíproca não podendo existir qualquer tipo de competição que ameace a unidade do grupo.
Todas as pessoas fazem parte de vários grupos. Mas de entre estes convém destacar a importância do grupo familiar que é o primeiro grupo de pertença. È no seio familiar que são transmitidos valores, atitudes que serão fundamentais para o crescimento equilibrado do indivíduo. Na família inicia-se a socialização que provoca nos indivíduos a interiorização de um conjunto de padrões culturais e de modelos de comportamento geradores de sentimentos e atitudes comuns.
A partir de determinada idade o grupo de socialização deixa de ser só a família passando a ser a escola, os amigos, o desporto e mais tarde o grupo de trabalho etc. É neste contexto que o indivíduo passa a pertencer a vários grupos. Para além dos grupos de pertença há também os grupos de referência que surgem quando os indivíduos de algum modo se identificam na sociedade com outros a que não pertencem, mas que tomam como modelo. É o caso do jet set que representa um “grupo” ao qual certo tipo de pessoas gostaria de pertencer, levando-as a imitar os seus modelos e comportamentos para serem aceites nesses grupos. Assiste-se a uma mobilidade social do indivíduo que no passado era menos frequente mas que hoje em dia devido quer às habilitações literárias, casamento, ao trabalho e persistência profissional ascendem a outro estatuto social. Embora algumas pessoas venham a ascender no seu estatuto social podem permanecer com lealdade ao seu grupo de pertença, ou não.
A mobilidade social pode ser descendente. Neste caso, os indivíduos ou grupos sociais por várias razões deixam de ter o estatuto que inicialmente detinham e os levam a ocupar diferentes posições socais, nomeadamente na estrutura de classes.


Há alguns anos atrás os desafios multiculturais não se colocavam. É verdade que tinha conhecimento de culturas muito diferentes da minha, mas apenas da comunicação social. No meu dia-a-dia contactava com pessoas com a minha cultura. Nos últimos tempos esta situação alterou-se primeiro com o turismo e agora com a imigração. Assim, quando comecei a trabalhar na escola onde ainda permaneço, quer entre funcionário, alunos e professores não havia ninguém proveniente de outras culturas. Hoje em dia a situação mudou, temos alunos, filhos de imigrantes provenientes de outros países. Também há funcionários, e o ano passado uma professora, de diferente cultura teve oportunidade de ensinar os seus conhecimentos de música às crianças, na maioria portuguesas. Pelo que referi, lido com um universo multicultural; porém este desafio não tem sido complicado porque respeito as pessoas de igual forma. Na nossa escola procuramos todos fazer a integração destas pessoas na nossa sociedade respeitando também as suas culturas a forma de vestir, a sua alimentação, a forma de brincar e se relacionar com os colegas e adultos.
Anteriormente disse que quando comecei a trabalhar não me confrontei com desafios multiculturais, mas o mesmo não aconteceu com os meus concidadãos que emigraram para outros países com culturas diferentes das suas. Aliás os portugueses ao longo da sua história contactaram com outras culturas embora nem sempre as respeitaram. Se esta atitude foi «aceite» numa mentalidade colonialista, hoje em dia não é mais aceitável e tolerável. Deve existir um esforço de todos para integrar/incluir todos independentemente da sua cultura. È verdade que para alguns portugueses que emigraram nem sempre foi fácil a sua integração, mas também em Portugal se assistiu a situações de discriminação em relação aos imigrantes.
Existindo entre todos os indivíduos formas diferentes de socialização dependendo das suas culturas. Como referi, Portugal tem sido um país de emigrantes os quais, tendo procurado uma vida melhor, levaram a nossa cultura a várias partes do mundo, (gastronomia, música, dança, língua etc). Nos últimos anos temos assistido à imigração sobretudo proveniente de países de Leste. Deste modo o país tem-se tornado multicultural porque se encontram residentes de várias nacionalidades que se vão integrando e transmitindo a sua cultura da mesma forma que nós o fizemos, através restaurantes típicos dos determinados países, fazendo por vezes espectáculos de rua com música ou dança representativa das suas origens, concluindo que todas as culturas são diferentes e cada uma, com a sua própria riqueza.




Bibliografia

http://filotestes.no.sapo.pt/psicSocial.html

ESCOLA SECUNDÁRIA GIL EANES
CURSO DE EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO DE ADULTOS
Unid. Comp. 8 N.G. PROGRAMAÇÂO -D R 4-
Maria Isabel Gonçalves, nº10 data 2-4-2009
Cidadania e Profissionalidade Doc.nº 4
CAPACIDADE PROPECTIVA
Contextos macro-sociais de incerteza e ambiguidade são fenómenos de nível ou mundial que estão presentes na vida quotidiana de todos os cidadãos. A crise a nível mundial é consequência das guerras, do desemprego, da violência, dos furtos que estão na origem do desequilíbrio social.
A globalização é um processo de integração de economias, de mercados nacionais e internacionais. É chamada de "terceira revolução tecnológica”e acentuou de forma dramática a percepção das desigualdades sociais e económicas entre os povos.
A crise económica e social actualmente instalada, provoca mais incertezas nas pessoas de estatuto social médio e baixo, pois é nestas classes sociais que o desemprego, o insucesso escolar, a marginalidade (drogas, furtos e violência) se tornam mais frequentes.
Os produtos de marketing, a publicidade, junto dos consumidores principalmente jovens, dão origem à expansão do consumismo, numa lógica predadora de recursos.
As alterações climáticas que surgem a partir da Revolução Industrial, com o desenvolvimento das indústrias, acarretou outros perigos à humanidade, a poluição sonora e atmosférica aumentou, incluindo nos mares e oceanos. A desflorestação tem sido feita indiscriminadamente, pensando só nos lucros e esquecendo o perigo para toda a humanidade.
De acordo com Yasuo Fukuda, os líderes do G-8, que têm posições diferentes sobre a luta contra o aquecimento global, pediram também a «cooperação» dos maiores emissores de CO2 para atingir essa meta. A mesa da reunião do G-8 foi acordou com estes grandes países (Austrália, Coreia do Sul, China, Índia, Brasil, África do Sul, México e Indonésia) a redução das emissões de CO2. Segundo Fukuda, o G-8 entende que a meta de reduzir pela metade a emissão de gases que causam o efeito estufa é agora «um objectivo para o mundo inteiro».
Indústrias modernas transformam as suas matérias-primas de modo mais sustentável, porque obedecem a requisitos nacionais e internacionais. Têm à sua disposição tecnologia mais avançadas que permite controlar os níveis de poluição.
Tem-se vindo a apostar nas energias alternativas para evitar a emissão de dióxido de carbono para a atmosfera diminuindo assim o efeito de estufa na atmosfera, entre as quais destaca-se a energia solar, energia fotovoltaica, energia eólica, a energia geotérmica entre outras.
A reciclagem é o processo de reaproveitamento de materiais, de forma a reduzir a quantidade de lixo produzido. Este processo é realizado a partir de materiais que demoram a decompor-se e a reintegrarem-se no meio ambiente, os que demoram a realizar tal procedimento podem ser, os derivados da borracha, materiais orgânicos, derivados de metal, papel e plástico. A reciclagem beneficia o meio ambiente, a economia e a sociedade, já que diminui a poluição, aumentando também a capacidade dos aterros sanitários.
O aquecimento global poderá leva à ocorrência de variações climáticas tais como: alteração na precipitação, subida do nível médio das águas dos oceanos, com o degelo, furacões incêndios, seca. Esta alteração do clima tem uma influência desastrosa nas sociedades afectando a produção agrícola e as reservas de água, dando origens a alterações económicas e sociais.
Estas medidas são entre várias, medidas que poderão contribuir para reduzir o nível de incerteza e ambiguidade com que nos defrontamos a nível ambiental.
Cada vez mais as pessoas estão conscientes deste problema que atinge todos nós. Se contribuirmos para melhorar o ambiente um dia o planeta estará salvo.



ESCOLA SECUNDÁRIA GIL EANES
Curso de Educação e Formação de Adultos – Nível Secundário
Unid. Comp: -8 * N.G. Programação – DR4-Capacidade Prospectiva
Pedro Miguel Jesus da Conceição, nº12 27-03-2009
Cidadania e Profissionalidade - Doc n.º4



CAPACIDADE PROSPECTIVA




Actualmente estamos vivendo num mundo descontrolado, deparamo-nos com diversos problemas a nível global. Temos problemas macro-sociais como a educação, a crise financeira, as alterações climáticas, entre outros. Este último é um problema recente, mas os outros nem por isso, embora tenham ganho uma outra dimensão nos últimos tempos.
As mudanças ideológicas, tecnológicas, politicas, culturais que se verificaram nos últimos tempos provocaram profundas transformações nas sociedades. Devido a estas alterações vivemos momentos de incerteza e ambiguidade; as pessoas começam a ficar confusas com todos os problemas vividos em seu redor. Todos os ensinamentos que durante gerações vigoraram parecem não surtir efeito quando nos deparamos com mudanças tão drásticas como as que vivemos actualmente, o que nos irá abalar a confiança.
O caso mais recente que tem suscitado incerteza e ambiguidade é a crise financeira mundial em que não sabemos se amanhã teremos emprego, tendo em conta os sucessivos despedimentos, a falência de fábricas que todos os dias a televisão nos relata. Ninguém está seguro quanto ao seu posto de trabalho. Os lideres mundiais não chegam a acordo relativamente a este grande problema que nos afecta a todos. Todos os dias se vê nos meios de comunicação social manifestações por todo o planeta, as pessoas mostram a sua revolta, querem respostas, não as têm, o que faz gerar todo este descontentamento.
O nosso país não é excepção quanto a essa revolta, as pessoas são despedidas. Nesta situação como é que vão proporcionar um futuro condigno aos seus filhos? Existe a incerteza de não saber o que vão fazer, somos um país em que a população está demasiado envelhecida e com baixo nível de escolaridade. Podíamos simplesmente voltar a cultivar os nossos campos como forma de termos mais produtos para comer sem necessitar de importarmos alimentos e assim gerar mais postos de trabalho. A pesca era outra boa solução uma vez que está quase extinta, não temos quase frota os barcos foram quase todos abatidos pelas politicas dos sucessivos governos. Como podemos mudar mentalidades sobre todos estes problemas? Por vezes devíamos olhar para os bons exemplos que temos quanto ao nosso passado e daí tirar boas ideias quanto ao que fazer para solucionar problemas relativamente ao presente e mesmo futuro.
Outro grande problema que vivemos à escala global prende-se com as alterações climáticas. Este afecta-nos em todos os sentidos uma vez que necessitamos do sol para o desenvolvimento das nossas vidas e que se continuarmos a ter os comportamentos que temos tido até aos dias de hoje não podemos usufruir dele como amigo mas sim como uma praga se a camada do ozono ficar completamente destruída.
Pela primeira vez na história da humanidade estamos a alterar o clima terrestre através da emissão dos gases de efeito estufa. Estamos expostos aos riscos de alterações climáticas súbitas causadas pela humanidade. Devido às crescentes emissões de CO2 e outros gases de efeito estufa, especialistas referem que durante os próximos cem anos o aquecimento da terra seja o mais rápido desde o fim da última Idade do Gelo.
A principal causa destas emissões é o rápido aumento da utilização dos combustíveis fosseis como o carvão, petróleo e seus derivados e gás natural. As grandes indústrias, para obter grandes lucros, não se preocuparam com os efeitos dos resíduos que produziam. Quanto mais nós produzirmos e consumirmos, mais afectamos o meio ambiente à nossa volta. Estamos a criar problemas ambientais que não apenas locais; por esse motivo devíamos alterar os nossos comportamentos.
O que realmente gostava de ver alterado para proteger o planeta seria a criação de sistemas energéticos sustentáveis, transportes terrestres sustentáveis, desenvolvimento sustentável. Mas para que esta situação venha a acontecer serão necessárias alterações globais.
Devíamos ter energia limpa, designadamente fontes renováveis de energia e sua integração no sistema energético, incluindo o armazenamento, a distribuição e o consumo. Combustíveis alternativos para veículos motorizados. Desenvolver sistemas e meios de transporte de passageiros e mercadorias respeitadores do meio ambiente, seguros e competitivos e transportes urbanos limpos, com a utilização racional do automóvel na cidade. As fábricas deverão reduzir as suas emissões de CO2, convertendo os seus combustíveis poluentes em combustíveis verdes.
Estes são somente alguns pequenos exemplos que podiam fazer a diferença na protecção do planeta.
É importante uma reflexão crítica que nos ajude a construir projectos alternativos para a humanidade e principalmente o planeta; é nele que habitamos.



ESCOLA SECUNDÁRIA GIL EANES
CURSO EFA
CIDADANIA E PROFISSIONALIDADE
UC 5 ; NG :Convicção e Firmeza Ética ; DR:1
Nome: Cristina Maria Moreira Saraiva N.4
Data 22 /04 /2009 Doc. Nº1
Valores éticos e Culturais
Valores são princípios que norteiam a nossa conduta.
Todos os povos, mesmo os mais primitivos, tiveram e têm uma cultura, transmitida de geração em geração.
Costumes, crenças religiosas e valores éticos refletem formas de agir, sentir e pensar de cada povo e contribuem para a sua identidade e unidade.

Existem valores pessoais e valores culturais.

A família (instituição jurídica e social mais antiga da sociedade) é a primeira responsável pela transmissão de valores. Os pais têm a obrigação de educar os filhos, pois os valores que lhes serão transmitidos é que farão deles bons ou maus cidadãos.
Os progenitores comecam por incutir nos filhos valores educativos, morais e sociais. Educar é fazer com que as nossas crianças entendam que o certo é sempre o certo, e o errado é sempre errado.
Assim, a família possui um papel fundamental na vida de cada um de nós, “pequenos ou grandes”, pois esta é a primeira a nos socializar, a nos acompanhar e a nos ajudar a fazer as nossas opções.
Todos os povos possuem valores culturais que contribuem para a sua identidade e unidade.
Os valores, ao estarem submetidos às coordenadas do tempo e do espaço, não são universalmente válidos, já que vão variando de cultura para cultura, consoante o local e a época onde decorrem.
O povo Português é o exemplo perfeito de como os valores se têm modificado com o decorrer do tempo. Apesar de ainda se manterem certos maus hábitos nos nossos tempos, no século passado eram mais acentuados os preconceitos sociais e imperava uma maior falta de ética. Muitos destes preconceitos eram essencialmente direccionados às mulheres. Uma senhora estava impedida de frequentar um café ou sair de casa à noite, a não ser que fosse acompanhada pelo respectivo marido. Uma mulher viúva era obrigada a cobrir-se de luto para o resto da vida, não podendo mais refazer a sua vida ao lado de outra pessoa. Estas atitudes revelam valores aceites pela sociedade portuguesa, os quais têm sofrido modificação no decorrer dos anos. Esta mudança de atitude deve-se ao facto do cidadão começar a questionar os valores impostos pela sociedade. Serão estes correctos? Ou, por outro lado, apresentam grande falta de ética perante o próximo?
Tradicionalmente, é a sociedade que impõe determinado conjunto de valores, muitas vezes associados às religiões.
Por exemplo, a igreja católica, assim como muitas outras religiões condena plenamente o aborto. A sociedade no geral adere a esta imposição da igreja, condenando quem opte por interromper a gravidez. No entanto, cada caso é um caso, e existem situações em que nos podemos perguntar: Será falta de ética ou falta de valores praticar um aborto? Ou será apenas o exercício da liberdade de opção?
No caso de uma violação, até que ponto, o valor da vida humana embrionária de meia dúzia de dias, no ventre de uma menina de quinze anos, poderá ter mais impacto do que o roubo do direito de privacidade pessoal e da sua integridade física?
No meu ponto de vista, creio que a maioria da sociedade, não veria consideraria falta de ética esta interrupção, no entanto não deixaria de ser julgado pela outra minoria.
A ética é o que faz distinguir o que é bom ou mau e com isso somos capazes de avaliar e sujeitamo-nos a ser avaliados pelas nossas acções perante a sociedade.

A televisão, tem contribuído muito para a divulgação de que nem todos os povos comungam da nossa forma portuguesa de ser e estar assim como nós próprios não estamos sempre de acordo com os usos e costumes dos outros povos. Através deste meio de comunicação podemos aprender imenso acerca de valores culturais de outros povos quer relativamente à actualidade quer em relação a tempos mais longínquos. Outro meio de aprendizagem é através dos relacionamentos que estabelecemos com os demais, nas quais estão incluídas as viagens que vamos efectuando ao longo das nossas vidas. Aprendemos mais num dia viajando que um ano estudando.

Bibliografia:

http://www.cpdoc.fgv.br/accessus/htm/ap_oqsap.htmhttp://www.dillingenfranciscanas.com.br/valoreshumanos/valores.htm
http://piox.net/forma-o/o-que-tem-a-ver-a-fam-lia-de-nazar-com-a-atual-fam-lia.htmlhttp://www.reitoria.uri.br/~vivencias/Numero_003/artigos/area_direitos%20humanos/area_direitos_humanos_01.htm
http://www.prb10.org.br/unideia/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=1587&sid=31

ESCOLA SECUNDÁRIA GIL EANES
CURSO EFA
CIDADANIA E PROFISSIONALIDADE
UC 8 ; NG : Programação; DR:2
Nome: Cristina Maria Moreira Saraiva N.4
Data 13 /03 /2009 Doc. Nº2
Gestão do Trabalho
O tempo assume cada vez mais um papel essencial na nossa vida profissional. Uma correcta gestão do tempo permite-nos ser mais produtivos e maximizar as nossas competências. Por outro lado, o planeamento e a organização do trabalho são fundamentais para sermos eficazes no que fazemos. Contribuem directamente para a produtividade, ao diminuir, os efeitos nefastos do stress e ao aumentar a qualidade de vida.
Esta abordagem única à gestão do tempo e à organização do trabalho fornece, um conjunto prático de ferramentas e técnicas acessíveis, para o estabelecimento de prioridades, gestão de pressões diárias e compromissos urgentes aos quais todos estamos sujeitos no nosso dia-a-dia.
Na minha actividade profissional (empregada de balcão numa padaria/pastelaria), é fundamental trabalhar em equipa, porque activa a nossa criatividade e quase sempre produz melhores resultados do que o trabalho individual.
Nem sempre o trabalho corre como se deseja, por vezes surgem divergências entre mim e os colegas e vice-versa. Em algumas ocasiões é difícil aceitar novas ideias ou admitir que não temos razão; por isso é necessário reconhecer que estamos errados e o colega está colaborando para o sucesso da empresa.
O trabalho em equipa obriga a que não se esqueçam as obrigações de cada um dos membros, dividir as tarefas não é o mesmo que deixar de trabalhar, ou passar a “bola” ao outro. Tenho por norma a realização das minhas funções, no entanto acho fundamental a troca de informação e a partilha de responsabilidades.
Procuro sempre dar o meu melhor, ajudo regularmente na realização de tarefas que não me estão atribuídas, para dominar outras funções, podendo numa emergência substituir outro colega.
Quando trabalhamos em equipa, temos oportunidade de conhecer melhor os colegas e aprender sempre alguma coisa com eles.
Ao longo da jornada laboral surgem situações difíceis, pelo que é necessário tomar iniciativas e agir imediatamente para a resolução do problema, não permitindo que este se estenda.
Como chefe de balcão estou constantemente atenta aos pequenos pormenores, pois deles depende muitas vezes o equilíbrio da equipa.

Trabalho na firma há quinze anos, gosto do meu serviço, mas pretendo realizar um sonho, que já acalento há muito tempo.
Quando somos crianças, adolescentes, jovens e adultos, temos sempre algum sonho e o desejo de o tornar realidade.
Neste momento ambiciono tornar-me empresária de um restaurante pequeno e requintado.
Para transformar este sonho em realidade preciso acreditar que sou capaz ter força e coragem para chegar ao meu propósito.
Ainda não realizei o sonho porque é neccessário um grande investimento, e de momento não possuo capacidade financeira que o possa suportar, no entanto a vida não tem graça nenhuma se deixarmos de sonhar, acredito que no futuro vou conseguir alcansar os meus objectivos.
Para continuar a perseguir o meu sonho vou continuar a realizar as minhas poupanças mensais, estar atenta às oportunidades de mercado, pedir a colaboração dos meus familiares sem a qual tudo se torna mais complicado.

Bibliografia
http://www.curricular.com.br/artigos/carreira/trabalho-equipe.aspx


ESCOLA SECUNDÁRIA GIL EANES
CURSO EFA
CIDADANIA E PROFISSIONALIDADE
UC4 ; NG :Identidade e Alteridade; DR:1
Nome: Cristina Maria Moreira Saraiva N.4
Data 27 / 11 /2008 Doc. Nº1
Códigos Institucionais e Comunitários
Enquanto cidadã tenho o dever de saber que existem princípios de conduta baseados em códigos de lealdade institucional e comunitária.
Todos nós temos obrigação de viver em comunidade, reconhecendo os princípios de conduta necessários e fundamentais ao relacionamento com o “outro”.
Segundo Maria Regina Fernandes de Lima Cavalcante, “Se temos todos os mesmos direitos e somos todos iguais, por que não fazemos uma opção ética, ou seja, por que não escolhemos uma conduta considerada boa?”.
Em Portugal, a Constituição da República Portuguesa define regras de conduta, às quais, enquanto cidadãos, estamos obrigados a cumprir. O princípio da liberdade de pensamento e de expressão, são alguns dos valores de conduta que devemos prosseguir e respeitar no nosso semelhante.
Para vivermos bem conjuntamente, é necessário respeitar a opinião do outro, mesmo que esta seja diferente da nossa. Não devemos entrar em conflito por divergência de opinião, porque é na riqueza da divergência de pensamento que os homens podem contribuir para um mundo melhor.
Qualquer incumprimento destes princípios é prejudicial à humanidade.



Jovens interagindo numa sociedade diversa do ponto de vista étnico.


Cada cidadão é obrigado a se relacionar com profissões e instituições inseridas na sociedade, também estas se regem por princípios de conduta e regras de comportamento. Das instituições refiro os hospitais, as escolas, a polícia, entre outras. Relativamente às profissões, menciono bombeiros, médicos, advogados, enfermeiros…
Estes profissionais estão obrigados a cumprir o código deontológico relativamente á sua profissão. È sua obrigação manter o sigilo profissional e ter um comportamento ético para com os cidadãos a quem prestam serviços. Isto significa que não podem revelar sem autorização dos seus clientes, todo e qualquer informação que possa denunciar algo contra a vontade da pessoa.
Código Deontológico do Enfermeiro

O enfermeiro è obrigado a guardar segredo profissional sobre o que toma conhecimento no exercício da sua profissão, pelo que assume o dever de:
a) “Considerar confidencial toda a informação acerca do destinatário de cuidados e da família, qualquer que seja a fonte; b) Partilhar a informação pertinente só com aqueles que estão implicados no plano terapêutico, usando como critérios orientadores o bem-estar, a segurança física, emocional e social do indivíduo e família, assim como os seus direitos; c) Divulgar informação confidencial acerca do indivíduo e família só nas situações previstas na lei, devendo, para tal efeito, recorrer a aconselhamento deontológico e jurídico; d) Manter o anonimato da pessoa sempre que o seu caso for usado em situações de ensino, investigação ou controlo da qualidade de cuidados”.

Apesar das regras impostas por este código, muitas vezes o enfermeiro deixa as emoções e a sua própria sensibilidade falar mais alto, contudo é minha convicção que devem seguir o código deontológico, no entanto, temos de considerar que existe sempre a vertente humana. Esta vertente, na minha opinião deve prevalecer, pois só assim o enfermeiro poderá auxiliar as pessoas da melhor forma.
A meu ver, a relação de ajuda em enfermagem antes de tudo, é uma relação humana, o que consequentemente implica a conjugação de vontades de dois seres humanos totalmente diferentes, uma vez que cada pessoa rege-se por sentimentos, percepções, pensamentos, emoções e necessidades próprias.
A sensibilidade para a percepção dos sentidos é uma das características mais importantes que um enfermeiro deve possuir. O profissional de enfermagem, tem que possuir capacidade para observar e identificar situações, eliminando preconceitos e juízos de valor, uma vez que dela, em grande parte, depende o modo como se relaciona com o outro. A forma como utilizamos o nosso olhar, o nosso toque, como nos movimentamos, como gesticulamos e empregamos as potencialidades mímicas, as distâncias físicas de relação interpessoal, o modo como empregamos o silêncio quando necessário para escutar outra pessoa, fará a diferença para a satisfação ou não do doente.
Na actualidade, o utente, cada vez mais, sente necessidade de uma relação de ajuda, numa sociedade em que o papel das altas tecnologias assume maior preponderância, muitos profissionais de saúde centram o seu modo de agir, na qualidade técnica dos seus serviços, esquecendo notoriamente, toda a parte humana dos cuidados de saúde. Os enfermeiros do presente e do futuro devem, ser deste modo, profissionais de alta competência técnica, com elevados conhecimentos científicos mas que saibam estabelecer a ponte com a humanização dos seus cuidados, através da potencialização da relação de ajuda em enfermagem.
Por tudo isto, creio que ser enfermeiro, não se trata de uma escolha profissional, trata-se sim de um estilo de vida, de uma apetência e de um gosto em cuidar de pessoas e promover a sua saúde. Só assim se consegue ser um verdadeiro enfermeiro.







Bibliografia:

http://enfermaticando.weblog.com.pt/arquivo/cat_etica_e_bioetica.html
Http://images.google.pt/imgres?
imgurl=http://informeiras.googlepages.com/883209_heart_in_the_hand.jpg/883209_heart_in_the_hand-full%3Binit:.jpg&imgrefurl=http://informeiras.googlepages.com/artigo78%25C2%25BA222222&usg=__fKnZHGui_dfAo6JhRsNsVKalW3M=&h=224&w=300&sz=8&hl=pt-PT&start=4&tbnid=oaFy9_mDMsIZFM:&tbnh=87&tbnw=116&prev=/images%3Fq%3Dc%25C3%25B3digo%2Bdeontol%25C3%25B3gico%2Bdo%2Bemfermeiro%26gbv%3D2%26hl%3Dpt-PT%26sa%3DG






ESCOLA SECUNDÁRIA GIL EANES
CURSO EFA
CIDADANIA E PROFISSIONALIDADE
UC 3 ; NG : Reflexividade e Pensamento crítico; DR:1
Nome: Cristina Maria Moreira Saraiva N.4
Data 24 /09 /2008 Doc. Nº1
Estereótipos sociais, preconceitos e descriminação
Todos os seres humanos são confrontados diariamente com diversos preconceitos, resultantes de estereótipos criados pela sociedade. Estes estereótipos são “figuras” que nós consideramos como verdades absolutas, não as questionamos. Na sua base estão juízos de valor feitos “a priori”, por isso o preconceito nasce fundamentalmente da nossa ignorância, porque não conseguimos compreender as várias formas de ser e estar dos outros.
Desde que nascemos, somos socializados de acordo com os valores da sociedade. Esta socialização começa no seio familiar com a transmissão de valores pelos nossos pais, mais tarde pelos professores, colegas e todos aqueles que estão mais próximos, ou seja ao longo de toda a vida.
Geralmente os factores que mais contribuem para a formação de preconceitos são: crenças; sentimentos e tendências comportamentais.
Nas fichas exemplo, que nos foram fornecidas pelos formadores, são evidentes situações que traduzem descriminação, rejeição, ou seja preconceitos de uns cidadãos em relação aos outros, por exemplo, a Sr.ª que alugava o quarto, descriminou dois candidatos, um por causa da cor e outro devido à religião, acabando por alugar o quarto a um de cor branco, sendo este amigo dos outros dois.
Como cidadã portuguesa, e membro da comunidade, noto que os maiores preconceitos sociais são no meu país, raciais e culturais e estão fundamentalmente dirigidos aos pobres, negros, homossexuais, idosos, doentes mentais, chineses e imigrantes de leste.
Não me considero racista, no entanto, como a maioria das pessoas, tenho preconceitos interiorizados, e muitas vezes, sou reconheço que não deveria discriminar nenhum dos meus semelhantes na medida em que depois de uma análise mais cuidada que os mesmos resultam de uma falta de informação.
Já senti na “pele” a sensação de ser descriminada e rejeitada em alguns “episódios” da minha vida. Contudo, eu própria rejeito a ideia de relacionamentos íntimos com pessoas do mesmo sexo ou cor de pele diferente da minha.
Tenho plena consciência de que necessito combater estes preconceitos e que devo aprender a conhecer e respeitar todos os seres humanos de igual forma. Para que isso aconteça tenho de reflectir sobre a forma como encaro as diferenças, e aprender a aceitar os outros como eles são.
A convivência, com comunidades diferentes é, talvez a forma mais adequada de aprender que não de deve descriminar baseado apenas no aspecto exterior, pois estas características não podem ser alteradas no ser humano.

Bibliografia:

Http://cidadania-e-profissionalidade.blogspot.com/2008/04/blog-post_09.html
Http://www.brasilescola.com/psicologia/atitude-preconceito-estereotipo.htm
DVD: Preconceitos estereótipos - realizado por Mariela Alberto

ESCOLA SECUNDÁRIA GIL EANES
Curso de Educação e Formação de Adultos – Secundário
Uni. Comp.:4 Identidade e Alteridade DR 2
Maria Luísa Vairinhos, nº11 – 8/1/2009 doc. 2 CP
Colectivos profissionais e organizacionais


Todos nós, somos definidos como seres sociáveis, logo actuamos segundo normas, regras sociais, interagimos e compartilhamos direitos e deveres na sociedade. É através do processo de socialização, em particular da socialização primária, ou seja é a partir da infância e adolescência que adquirimos valores fundamentais, tal como atitudes e comportamentos de conduta. Grande parte da nossa actividade ao longo da vida decorre no interior de grupos que tem sobre nós uma enorme influência, (a família, os amigos, os colegas de escola ou de trabalho etc.)
No entanto, todos nós, e principalmente enquanto jovens, idealizamos pertencer, a outros grupos designados de referencia. Para integrar estes grupos, que nos servem de modelo, temos que aceitar voluntariamente, as normas e os valores do mesmo, como é o caso do jet set, que representa um “grupo” ao qual certos tipos de pessoas gostariam de pertencer, para tal imitam os seus comportamentos, entrando muitas vezes em conflito com o grupo de pertença que rejeita esses valores. Poderíamos dizer que existe alguma deslealdade entre os membros do grupo de pertença.
O grupo de pertença é aquele ao qual estamos ligados, seja por laços de sangue, de amizade, de camaradagem entre colegas de profissão ou ainda através do casamento. O casamento funciona muitas vezes como forma de ascensão social mais elevado, pelo que começa por ser grupo de referência
Todos nós pertencemos a grupos diferentes e em cada um deles ocupamos posições diferenciadas, o que se traduz em diferentes estatutos e papeis, por exemplo, a mulher tem o papel de esposa, mãe, profissional etc. Alguns desses papéis são determinantes para a socialização dos membros dos grupos a que pertencem, quer na socialização primária quer nas secundárias. Os grupos de referência também se apresentam como importantes socializadores contribuindo, muitas vezes, para uma socialização por antecipação. Assim, quando admiramos os valores, padrões de comportamento, estilos de vida de um grupo a que gostaríamos de vir a pertencer, temos tendência a usá-lo como modelo, dirigindo a nossa acção no sentido de uma trajectória que nos permita alcançar a posição e o estatuto social do referido grupo
Existem várias formas de ascensão na sociedade, ou seja, os processos de mobilidade social que permitem que o indivíduo ou grupo suba na hierarquia. Entre elas destacamos a aquisição de conhecimentos, através da escolarização, mérito pessoal, talento do indivíduo ou através do casamento, todos estes factores levam à mobilidade social que muitos procuram, o no sentido ascendente.
Todavia, a mobilidade também pode acontecer no sentido descendente. Pode verificar-se que o indivíduo não consiga manter a posição em que nasceu, por não aproveitar as oportunidades oferecidas à partida pelos pais ou por situações de infortúnio. O desenvolvimento económico e as mudanças tecnológicas podem conduzir ao desemprego indivíduos mais velho ou menos qualificados ou ainda à aceitação de empregos pior renumerados e menos reconhecidos socialmente. Neste caso, o processo de mobilidade social foi no sentido descendente.
“Nas sociedades arcaicas, a mobilidade social é difícil ou virtualmente impossível. Dificilmente o indivíduo ou o grupo se libertará dos estatutos que, à partida, lhe foram atribuídos.” (1)
Um grupo social é constituído por um conjunto de pessoas que têm objectivos comuns e compartilham os mesmos interesses.
Em Portugal, como em muitos outros países da Europa, temos assistido nos últimos anos a um aumento significativo no número de imigrantes. Por essa razão, todos nós somos confrontados com desafios multiculturais, seja nas nossas experiências profissionais ou no quotidiano. Na minha vida profissional, como auxiliar de acção educativa, contacto diariamente com pessoas de várias nacionalidades, principalmente dos países de leste e brasileiros, o que se tem tornado um grande desafio para mim. Também eu já fui emigrante, e conheço algumas das dificuldades porque passam todos aqueles que por qualquer motivo tiveram que deixar o seu país, por essa razão, tento no meu dia-a-dia ajudar na inclusão e adaptação à nossa cultura, respeitando, as suas práticas e comportamentos diários originários das suas culturas, como por exemplo, as suas formas de vestir, culinárias, tipos de relações, organização familiar, práticas religiosas etc.
É por isso importante que sejamos capazes de superar a discriminação cultural e racial, que ainda afecta a sociedade portuguesa, valorizando o esforço, das instituições governamentais que visa assegurar “a integração dos recém-chegados no grupo dominante favorecendo a aprendizagem da língua e da cultura do país de acolhimento, sem desconsiderar a sua pertença cultural, étnica, religiosa, linguística, promovendo o reconhecimento da pluralidade cultural. Acreditamos que este venha a ser o passo inicial para a concretização de uma sociedade mais justa e democrática.






Bibliografia
Fonte: sociologia12_interaccao_social_e_papeis_sociais_mobilidade_social (1) http://www.exames.org/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=908&Itemid=45

http://www.esec.pt/ceps/Susana/Publica%C3%A7%C3%B5es_files/susana_PDF/Preconceitos,%20estere%C3%B3tipos%20e%20distor%C3%A7%C3%B5es%20cognitivas.pdf
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-73722003000200013&lng=e&nrm=iso&tlng=e
http://www.esas.pt/dfa/sociologia/tipos_de_agrupamento.htm
http://filotestes.no.sapo.pt/psicSocial.html
http://www.acime.gov.pt/docs/Noticias/CNAI.pdf
ESCOLA SECUNDÁRIA GIL EANES
Curso de Educação e Formação de Adultos – Secundário
Uni. Comp.: 3 Reflexividade e Pensamento Critico DR1
Maria Luísa Vairinhos, nº11 – 24/09/2008 doc. 1 CP
Preconceitos, Estereótipos e Representações Sociais

Na sociedade actual deparamo-nos frequentemente com vários tipos de preconceitos que resultam em injustiças, estes são baseados unicamente nas aparências, empatias, atitudes, ou comportamentos pessoais, criando imagens tidas como reais, ou seja estereótipos sociais. As formas mais comuns de preconceitos sociais são as raciais, sexuais, religiosos, em relação aos deficientes, a idosos, entre outros.
Podemos definir o preconceito como um juízo preconcebido, manifestado geralmente na forma de uma atitude discriminatória perante pessoas, lugares ou tradições, considerados diferentes ou "estranhos". Na minha opinião muitos desses preconceitos são causados pela intolerância e falta de respeito pelas práticas e convicções dos outros, recusando deixar os outros agirem de maneira diferente e terem outras opiniões, seja pelas suas convicções religiosas, sexuais ou mesmo pela sua forma de vestir ou pentear.
A incapacidade de sabermos lidar com a diferença leva-nos por vezes a ter atitudes discriminatórias, particularmente quando falamos de deficientes. Recentemente foram tomadas medidas pelas escolas, na tentativa de combater a exclusão das crianças deficientes integrando-as em turmas inclusivas. Desta forma talvez a nova geração aprenda a lidar com a diferença, vendo os meninos com dificuldades como iguais, com virtudes, defeitos e principalmente com os mesmos direitos de qualquer cidadão. Contudo, e não desfazendo as boas intenções pelas quais foi criada esta lei, em minha opinião, talvez se devesse ter criado primeiro, condições de bem-estar para essas crianças, assim como para toda a comunidade escolar.
No meu dia-a-dia convivo com pessoas de várias nacionalidades. Não me considero uma mulher preconceituosa em relação aos estrangeiros, talvez porque já fui emigrante lido com as pessoas de igual forma, esta é a minha convicção. Posso ter atitudes irreflectidas as quais possam ser vistas como preconceitos, contudo não o são em consciência. Na minha opinião, um dos grandes preconceitos sociais, em Portugal, e talvez no resto da Europa, seja o racial.
A onda de violência que ultimamente se tem verificado, supostamente, originada por estrangeiros, oriundos dos países de leste e brasileiros, faz com que cada vez seja mais frequente ouvirmos dizer: “eu não sou racista, mas os tipos dos países de leste e os brasileiros vêm para cá tirar-nos o nosso trabalho, espalham a violência e ainda por cima têm mais direitos que nós”. Será que é mesmo assim? Ou virão essas pessoas, na busca de uma vida melhor, realizar trabalhos que os nacionais não estão dispostos a fazer? Esquecemo-nos por vezes que também nós fomos e continuamos a ser, um país de emigrantes.
Gozarão os imigrantes de mais direitos que nós, ou pelo contrário, estarão eles a contribuir para o desenvolvimento da nossa sociedade? Não deveríamos pensar no enriquecimento de conhecimentos que adquirimos com o contacto com outras culturas?
Ultimamente, devido aos estereótipos por nós criados, relacionamos muitas vezes o aumento da criminalidade com as máfias dos países de leste ou a grupos vindos das favelas brasileiras, tudo isto, devido à grande quantidade de imigrantes vindos desses países e a deficiente integração, dos mesmos, na nossa sociedade.
A tendência que o ser humano tem em sobrevalorizar-se fá-lo cometer actos racistas, levando-o a crer que há pessoas superiores a outras, pelo facto de pertencerem a uma raça específica. Diferenciam a superioridade das raças com base em características físicas, cor da pele, formato dos olhos ou cor do cabelo, usando essa diferenciação para defender comportamentos abusivos e agressivos.